Checklists de SEO, GEO e publicação de conteúdo
Três checklists prontas: SEO on-page (17 itens), GEO (12 itens) e publicação (14 itens), com critério objetivo de "feito" em cada item e cadência de revisão.
Paul Gomes
Autor
Checklist não é burocracia — é a diferença entre “acho que ficou bom” e “verifiquei que está pronto”. Esta página reúne três checklists que funcionam como controle de qualidade de conteúdo: SEO on-page, GEO (otimização para ser citado por mecanismos generativos, como ChatGPT, Gemini e Perplexity) e o processo de publicação em si, do rascunho ao pós-publicação.
Como usar: copie os blocos para o seu editor, Notion ou gerenciador de tarefas e rode item por item a cada conteúdo novo. Cada item tem um critério objetivo de “feito” — se você não consegue marcar com certeza, o item não está feito. Se algum termo soar estranho, o glossário de SEO cobre o vocabulário.
Uma regra antes de começar: checklist só funciona se for binária. Ou o item está cumprido, ou não está. “Quase” conta como não.
1. Checklist de SEO on-page
Rode em cada página ou artigo individualmente: antes de publicar e a cada atualização relevante. A ordem importa pouco; a completude importa muito.
- Title tag com até 60 caracteres e a palavra-chave foco perto do início — o title é o principal sinal de relevância da página e é cortado no resultado de busca quando passa disso.
- Meta description entre 120 e 160 caracteres com um motivo para clicar — não ranqueia diretamente, mas influencia a taxa de cliques; feito = contém a palavra-chave e uma promessa concreta.
- URL curta, em minúsculas, com a palavra-chave e sem datas ou códigos — URLs limpas são mais compartilháveis e não quebram quando o conteúdo é atualizado.
- Um único H1 na página, com a palavra-chave ou uma variação dela — dois H1 quebram a hierarquia; feito = inspecionar o HTML e encontrar exatamente um.
- Hierarquia de headings sem pulos — H2 dentro do H1, H3 dentro de H2; um H4 solto logo depois de um H2 indica estrutura quebrada.
- Palavra-chave foco no primeiro parágrafo — as primeiras linhas dizem ao leitor e ao buscador do que a página trata; feito = a palavra aparece de forma natural antes do primeiro subtítulo.
- Intenção de busca conferida no próprio Google — pesquise a palavra-chave e observe o formato dos primeiros resultados (guia? lista? página de produto?); se o seu formato não bate, a página compete no jogo errado.
- Mínimo de 3 links internos com texto-âncora descritivo — links internos distribuem autoridade e contexto; “clique aqui” não conta como âncora descritiva.
- Link externo para a fonte de cada afirmação factual — afirmação verificável sem fonte é passivo, não ativo.
- Alt text descritivo em todas as imagens de conteúdo — uma frase dizendo o que a imagem mostra; imagem decorativa pode ter alt vazio, mas nunca ausente.
- Imagens comprimidas e em formato moderno (WebP ou AVIF) — alvo prático: nenhuma imagem de artigo acima de 200 KB.
- Dados estruturados válidos para o tipo da página — Article, Product, FAQPage etc.; feito = passa no teste de pesquisa aprimorada do Google sem erros.
- Canonical definida e apontando para a URL certa — evita que versões com parâmetros, ou com e sem www, dividam o ranqueamento entre si.
- Página legível em 360 px de largura sem scroll horizontal — abra no celular ou no modo responsivo do navegador; tabela larga deve rolar dentro do próprio contêiner, não empurrar a página.
- Carregamento verificado com o LCP como referência — rode a página no PageSpeed Insights e trate LCP acima de 2,5 s como pendência (quase sempre é imagem de capa pesada ou script bloqueante).
- Title e H1 únicos no site inteiro — duas páginas disputando o mesmo título competem entre si; feito = a busca por
site:seudominio.com "seu título"retorna só a própria página. - Zero keyword stuffing — leia o texto em voz alta: se a palavra-chave se repete a ponto de incomodar, corte; buscadores modernos entendem sinônimos e contexto.
2. Checklist de GEO — ser citável por mecanismos generativos
GEO (Generative Engine Optimization) parte de uma lógica diferente do SEO clássico: em vez de ranquear uma página inteira, você quer que trechos dela sejam extraíveis, atribuíveis e confiáveis o suficiente para virar citação na resposta de uma IA. Boa parte do trabalho é de estrutura e clareza, não de truque.
- Resposta direta nas 2 ou 3 primeiras frases de cada seção — mecanismos generativos extraem trechos; seção que enrola antes de responder não vira citação.
- H2 e H3 formulados como as perguntas que as pessoas realmente fazem — “Quanto custa X?” é mais extraível do que “Considerações sobre investimento”.
- Cada seção autocontida — o trecho será citado isolado do resto da página; teste: leia só a seção e verifique se falta contexto essencial.
- Todo número acompanhado de fonte e data — “segundo o relatório X, de 2025” torna a afirmação atribuível; número solto é descartado ou citado sem crédito.
- Autor identificado, com página de bio e credenciais verificáveis — nome, foto e histórico dão à máquina (e ao leitor) um motivo para confiar.
- Datas de publicação e de última atualização visíveis na página — conteúdo sem data tende a ser tratado como potencialmente desatualizado.
- Informação comparável em tabela ou lista, não em parágrafo corrido — dado estruturado visualmente é extraído e reproduzido com mais fidelidade.
- Terminologia consistente do início ao fim — se o título diz “GEO”, não alterne para “SEO generativo” no meio do texto; consistência é o que liga os conceitos.
- Pelo menos um elemento que só existe no seu conteúdo — dado próprio, experiência documentada ou posição clara; quem apenas resume os outros não dá motivo para ser citado.
- Bloco de FAQ com perguntas reais e respostas de até 3 frases — cobre variações da pergunta principal no formato mais extraível que existe.
- Schema Article ou FAQPage refletindo a estrutura real da página — dados estruturados reforçam, para a máquina, o que cada bloco é.
- Conteúdo principal presente no HTML, sem depender de JavaScript — desative o JavaScript e recarregue; se o texto some, crawlers que não executam scripts também não o veem.
3. Checklist de publicação de conteúdo
Do rascunho aprovado até uma semana depois do ar. É a lista mais ignorada das três — e a que mais evita retrabalho.
- Revisão de texto feita em passada separada da escrita — escreva num dia, revise no outro (ou, no mínimo, horas depois); critério: zero erros de ortografia e concordância.
- Fatos, números e nomes conferidos na fonte original — na fonte, não na memória nem no post de terceiro que citou a fonte.
- Estrutura escaneável: parágrafos de até 4 linhas e um subtítulo a cada ~300 palavras — quem escaneia o texto e entende o mapa decide ler; parede de texto decide o contrário.
- Título final escolhido entre pelo menos 3 candidatos escritos — o primeiro título que vem à cabeça raramente é o melhor; escreva as alternativas antes de decidir.
- Um CTA definido: o que o leitor faz ao terminar — assinar, ler outro artigo, responder, comprar; página sem próxima ação desperdiça a atenção que conquistou.
- Todos os links clicados e funcionando — internos e externos, um por um; link quebrado no dia da publicação é o mais evitável dos erros.
- Imagem OG definida em 1200 × 630 px — é ela que aparece quando o link é compartilhado; sem OG image, a prévia sai quebrada ou genérica.
- Metadados completos: title, description e tags OG/Twitter — confira no código-fonte da página ou num validador de preview de links.
- Preview lida em tela de celular antes de publicar — a maioria dos problemas de formatação só aparece na tela estreita.
- URL publicada testada em janela anônima — logado, você enxerga caches e permissões que o leitor não tem.
- Indexação solicitada no Google Search Console — inspecione a URL e peça indexação; encurta o caminho até aparecer na busca.
- Distribuição executada nos canais definidos — newsletter, redes, comunidades; publicar sem distribuir é escrever para o servidor.
- Baseline de métricas anotada no dia da publicação — data, canais usados e números iniciais; sem baseline, você nunca vai saber o que funcionou.
- Revisão pós-publicação agendada para 30 e 90 dias — na agenda, com lembrete; é quando o conteúdo é atualizado com base em dados reais de busca.
Se a etapa de distribuição trava por falta de formato pronto (post de rede social, e-mail de lançamento), os templates de conteúdo e marketing resolvem exatamente isso.
Cadência de revisão: o que checar semanal e mensalmente
Checklist de publicação roda por conteúdo. Manutenção roda por calendário. A divisão que funciona:
Toda semana (15 a 30 minutos):
- Erros novos no Search Console — cobertura, indexação e experiência de página.
- Links quebrados nos conteúdos publicados na semana.
- Artigos recém-publicados: impressões e cliques começaram a aparecer?
- Distribuição pendente: algum conteúdo foi ao ar sem promoção?
Todo mês (1 a 2 horas):
- Páginas com queda de cliques ou de posição por 4 semanas seguidas — candidatas a atualização.
- Um artigo antigo atualizado por mês: conteúdo, datas, links e capturas de tela.
- Auditoria de links internos: os artigos antigos já apontam para os novos?
- Desempenho de carregamento do site como um todo, não só das páginas novas.
- Teste de citação generativa: pergunte a 2 ou 3 assistentes de IA sobre o seu tema e veja se — e como — o seu conteúdo aparece.
A regra geral: semanal é detecção, mensal é correção. A rotina semanal só aponta problemas; a mensal é onde você senta e resolve.
Copie, adapte ao seu contexto, corte o que não se aplica. A checklist perfeita não é a mais completa — é a que você roda de verdade, toda vez, sem exceção.